sexta-feira, 15 de outubro de 2010

AULA 5 - CLASSES GRAMATICAIS

http://www.slideshare.net/gsbq/aula-5-5453577

São dez as classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, verbo, advérbio, conjunção, preposição, interjeição.

A classe de uma palavra existe independentemente da frase. Por exemplo, pedra é substantivo, e eu não preciso de uma frase para dizer isso. Não confunda com a função sintática. Para que um termo seja considerado o sujeito da oração, é necessária a frase, pois eu preciso achar o predicado: isso é análise sintática.

No que toca ao relacionamento das palavras na frase, verificamos − e isso é muitíssimo importante − que há classes básicas e classes dependentes. Sob esse aspecto, podemos dividir as classes gramaticais da seguinte maneira:

1) Classes básicas: substantivo e verbo.

2) Classes dependentes:

a) do substantivo: artigo, pronome adjetivo, numeral e adjetivo.

b) do verbo: advérbio.

3) Palavras de ligação: preposição e interjeição
4) Interjeição

Ex.: O garoto chegou. Meu filho chegou. O bom aluno chegou. O primeiro candidato chegou. Chegamos cedo.

Observe que a palavra o, artigo definido, acompanha o substantivo garoto; está na sua dependência. O pronome adjetivo possessivo meu acompanha o substantivo filho. O adjetivo bom está ligado ao substantivo aluno. O numeral primeiro se liga ao substantivo candidato.

Numa questão que envolva reconhecimento das classes, procure localizar os
substantivos e observe as palavras que formam grupos com ele. Essas palavras serão, necessariamente, artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos.

Agora, atentemos para o último exemplo. A palavra cedo se liga ao verbo
chegamos, passando-lhe uma idéia de tempo. É, portanto, uma palavra dependente do verbo. Chama-se, por isso, advérbio.

As palavras que fazem as ligações são as preposições (ligam palavras) e as
conjunções (ligam orações).

Ex.: Gosto de você (preposição)
Corri muito, mas não me cansei. (conjunção)
ESTUDO DOS SUBSTANTIVOS

Conhecer bem os substantivos constitui tarefa crucial para quem deseja se  expressar com precisão na norma culta. Caso contrário, corre-se o risco de apelar para "substantivos" como "trecos" e "coisas".


CONCEITO

Substantivo é a palavra que identifica. Tudo o que precisa de uma identificação recebe um nome, uma nova teoria, uma pessoa ao nascer, uma situação, um objeto, um sentimento etc.

mulher           sociedade     vegetação     alma
Maria            senado            paineira         anjo
Brasil             cidade cavalo           sereia
Teresina        comunidade cidadão        saci

Além disso, devem incluir nomes de ações, estados, qualidades, sensações,  sentimentos: acontecimento, honestidade, amor, correria, miséria, liberdade, encontro, integridade, cidadania, etc.

CLASSIFICAÇÃO

Quanto à sua formação, os substantivos são classificados em simples e compostos, primitivos ou derivados. Quanto ao seu significado e abrangência,  em concretos e abstratos, comuns e próprios.

SUBSTANTIVOS SIMPLES E COMPOSTOS

Os substantivos simples apresentam um único radical em sua estrutura: chuva, livro, livreiro, guarda, flor, desenvolvimento. Já os compostos, possuem mais de um radical: porta-bandeira; pernilongo etc.

SUBSTANTIVOS PRIMITIVOS E DERIVADOS Os substantivos que não provêm de qualquer outra palavra da língua são chamados de primitivos: árvore, folha, flor, carta, dente, pedra.

Os substantivos  formados a partir de outras palavras da língua pelo processo de derivação são chamados de derivados: arvoredo, folhagem, florista, florada, carteiro, dentista, pedreiro, cartada.


Os substantivos que dão nome a seres de existência independente, reais ou imaginários, são chamados concretos. São exemplos de substantivos concretos:
armário          cidade                       formiga
sereia             abacateiro           Deus      
homem            vento               Brasil

Note que são considerados concretos os substantivos que nomeiam divindades ou seres fantásticos, pois, existentes ou não, são tomados sempre como seres dotados de vida própria.

Os substantivos que dão nome a estados, qualidades, sentimentos ou ações são chamados abstratos. São exemplos de substantivos abstratos:
           
tristeza           amor   maturidade
            atenção         clareza           brancura
            beijo                  ética            abraço
            honestidade    conquista   paixão

Em todos esses casos, nomeiam-se conceitos cuja existência depende sempre de um ser para manifestar-se: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se; é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço.


SUBSTANTIVOS COMUNS E PRÓPRIOS
Os substantivos que designam todo e qualquer indivíduo de uma espécie de seres são chamados comuns. É o caso de substantivos como:

            homem          montanha                 professor
            mulher           planeta                      país
            rio                   animal                                   estrela

Aqueles que designam um indivíduo particular de uma determinada espécie são chamados próprios:
           
José              Coimbra        Angola
            Ana                Marte             Gibraltar
Araguaia       Simão                        Brasil


Substantivos coletivos

Há um tipo de substantivo comum que nomeia conjuntos de seres de uma mesma espécie: é o chamado substantivo coletivo. Colocamos a seguir uma relação dos principais coletivos da língua portuguesa; lendo-a atentamente, você vai perceber que muitos deles são de uso bastante comum e facilitam a construção de frases mais concisas e precisas.

COLETIVOS QUE INDICAM GRUPOS DE PESSOAS

Coletivo        

assembléia - pessoas reunidas
banca -            examinadores
banda -          músicos
bando -          desordeiros ou malfeitores
batalhão-       soldados
camarilha-    bajuladores
cambada-      desordeiros ou malfeitores
caravana-      viajantes ou peregrinos
caterva-         desordeiros ou malfeitores
choldra-         assassinos ou malfeitores
chusma-        pessoas em geral
claque-          pessoas pagas para aplaudir
clero-              religiosos
colônia-         imigrantes
comitiva-       acompanhantes
corja-             ladrões ou malfeitores
coro-              cantores
corpo -           eleitores, alunos, jurados
elenco-          atores de uma peça ou filme
falange-         tropas, anjos, heróis
horda-            bandidos, invasores
junta-             médicos, examinadores, credores
júri-                 jurados
legião-           soldados, anjos, demônios
leva-               presos, recrutas
malta-            malfeitores ou desordeiros
multidão-       pessoas em geral
orquestra-     músicos
pelotão-         soldados
platéia-          espectadores
plêiade-         poetas ou artistas
plantel-          atletas, bovinos ou equinos selecionados
prole-             filhos
quadrilha-     ladrões ou malfeitores
roda-              pessoas em geral
ronda-            policiais em patrulha
súcia-             desordeiros ou malfeitores
tertúlia-          amigos, intelectuais
tripulação-     aeroviários ou marinheiros
tropa-             soldados, pessoas
turma-            estudantes, trabalhadores, pessoas em geral

COLETIVOS QUE INDICAM CONJUNTOS DE ANIMAIS OU VEGETAIS
           
alcatéia- lobos
buquê- flores
cacho - frutas
cáfila - camelos
cardume - peixes
colmeia ou colméia - abelhas
colônia - bactéria, formiga, cupins
enxame - abelhas, vespas, marimbondos
fato - cabras
fauna - animais de uma região
feixe - lenha, capim
flora - vegetais de uma região
junta - bois
 manada - animais de grande porte
matilha - cães de caça
molho -          verduras
ninhada-       filhotes de aves
nuvem-          insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
panapaná-    borboletas
plantel-          animais de raça
ramalhete-    flores
rebanho-       gado em geral
récua-            animais de carga
réstia-            alhos ou cebolas
revoada-        pássaros
tropa- animais de carga
vara-               porcos

COLETIVOS QUE INDICAM OUTROS TIPOS DE CONJUNTOS

acervo - obras artísticas
antologia - trechos literários selecionados
armada - navios de guerra
arquipélago - ilhas
arsenal - armas e munições
atlas - mapas
baixela - objetos de mesa
bateria - peças de guerra ou de cozinha, instrumentos de percussão
biblioteca - livros catalogados
cancioneiro - poemas, canções
cinemateca - filmes
constelação - estrelas
enxoval - roupas
esquadra - navios de guerra
esquadrilha - aviões
frota - navios, aviões ou veículos em geral (ônibus, táxis, caminhões etc.)
girândola - fogos de artifício
hemeroteca - jornais e revistas arquivados
molho - chaves
pinacoteca - quadros
trouxa - roupas
vocabulário - palavras




 
01. A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical, exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é:

a)      Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.
b)      O novo novo: será que tudo já foi feito antes?
c)      O carro popular a 12.000 reais está longe de ser popular.
d)      É trágico verificar que, na televisão brasileira, só o trágico é que faz sucesso.
e)      O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.

Resposta: E
 
02.       
        Um dos traços marcantes do atual período histórico é (...) o papel verdadeiramente despótico da informação. (...) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. Todavia, nas condições atuais, as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas, aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica, seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção, seja porque lhe escapa a possibilidade de controle.
    O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. (Milton Santos, Por  uma outra globalização)

Observe os sinônimos indicados entre parênteses:

I.            “o papel verdadeiramente despótico (= tirânico) da informação”;
II.          “dos homens em sua realidade intrínseca (= inerente)”;
III.       “são apropriadas (= adequadas) por alguns Estados”.

Considerando-se o texto, a equivalência sinonímica está correta APENAS em:

a)      I
b)      II
c)      III
d)      I e II
e)      I e III

Resposta: D
03.   (FUVEST) Assinale a alternativa em que está correta a forma plural:

a)      júnior – júniors
b)      mal – maus
c)      fuzil – fuzíveis
d)      gavião – gaviães
e)      atlas – atlas

Resposta: E

04.  Em que alternativa aparecem dois substantivos do gênero masculino?

a)      cal, dinamite
b)      lança-perfume, champanha
c)      alface, telefonema
d)      gengibre, omoplata
e)      formicida, sentinela

Resposta: B

05. (FUVEST)
            Além de parecer não ter rotação, a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus.                 Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Para entender esses argumentos, é necessário lembrar que, na antiguidade, imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica, cujo raio não parecia muito superior à distância da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o céu visível à noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, é possível contemplar, a cada instante, a metade do zodíaco. Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar, então o campo de visão à noite não seria, em geral, a metade da esfera: poderíamos ver mais da metade, outras vezes poderíamos ver menos da metade, de horizonte a horizonte. Portanto, a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. E se ela está sempre no centro, ela não se move em relação às estrelas.
(Roberto de A. Martins, Introdução geral ao Commentariolus de Nicolau Copernico)

Os termos além de, no entanto, então, portanto estabelecem, no texto, relações, respectivamente, de:

a)      distanciamento – objeção – tempo – efeito
b)      adição – objeção – tempo – conclusão
c)      distanciamento – conseqüência – conclusão – efeito
d)      distanciamento – oposição – tempo – conseqüência
e)      adição – oposição – conseqüência – conclusão

Resposta: E

6.      Considerando a relação lógica existente entre os dois segmentos dos provérbios adiante citados, o espaço
      pontilhado NÃO poderá ser corretamente preenchido pela conjunção mas, apenas em:
 
a)      Morre o homem, (...) fica a fama.
b)      Reino com novo rei, (...) povo com nova lei.
c)      Por fora bela viola, (...) por dentro pão bolorento.
d)      Amigos, amigos! (...) negócios à parte.
e)      A palavra é de prata, (...) o silêncio é de ouro.

Resposta: B
7.      (ESPM-SP) Preencha os espaços com sessão, seção, secção ou cessão.

“Durante a ____________ parlamentar, uma ____________ do partido do Governo se manifestou contrária à _____________ de terra a imigrantes do Japão.”

RESOLUÇÃO:  sessão, seção (ou secção), cessão.

Texto para a questão 8

Só os roçados da morte
compensam aqui cultivar,
e cultivá-los é fácil:
simples questão de plantar;
não se precisa de limpa,
de adubar nem de regar;
as estiagens e as pragas
fazem-nos mais prosperar;
e dão lucro imediato;
nem é preciso esperar
pela colheita: recebe-se
na hora mesma de semear.
(João Cabral de Melo Neto,  Morte e vida severina)


8.      Substituindo-se os dois-pontos por uma conjunção, em “(...) pela colheita: recebe-se (...)”, mantém-se o sentido do texto APENAS em “(...) pela colheita,

a)      embora de receba (...)”
b)      ou se recebe (...)”
c)      ainda que se receba (...)”
d)      já que se recebe (...)”
e)      portanto se recebe (...)”

Resposta: D
9.      As frases a seguir estão dispostas aos pares.
Leia-as com atenção e assinale a alternativa em que haja erro no emprego das palavras ou expressões destacadas.

I.            Pedro mora naquela casa há cerca de dois anos.
        Falamos bastante acerca de prostituição infantil
II.          Aquele aluno falava demais durante as aulas.
        Necessito de mais paciência para lidar com eles.
III.       Preciso sair agora, se não perderei o ônibus.
        Senão me ajudares, terei que recorrer a outra pessoa.

a)      I
b)      II
c)      III
d)      I e II
e)      II e III

Resposta: C
10.  A alternativa em que aparece uma palavra incorretamente grafada é:

a)      pretensioso, quisesse, catálise
b)      ascenção, mexerico, jiló
c)      exceção, sarjeta, acesso
d)      assessor, prazeroso, marquesa
e)      encaixar, pesquisar, surdez

Resposta: B
(84 EXERCÍCIOS COM GABARITO)

ATIVIDADES DE FIXAÇÃO

1. Reescreva cada uma das frases abaixo, substituindo a palavra destacada por
Um substantivo abstrato e fazendo todas as transformações necessárias.
a) Era um sujeito tão (altivo) que nos indignava.
b) Seu olhar é tão (triste) que ficamos tentados a ajudá-lo.
c) Seu caráter era tão (rijo) que impressionava até mesmo seus adversários.
d) Todos sentem que seu coração é (nobre).
e) É um material tão (rígido) que suporta os maiores esforços.

2. Nas frases seguintes, substitua as expressões destacadas por substantivos
coletivos.

a) O (grupo de jogadores) do clube não é dos melhores.
b) O (grupo de condôminos reunidos) decidiu cortar despesas.
c) Devemos proteger o (conjunto de animais) e o (conjunto de vegetais) desta
região.
d) A empresa aérea prometeu renovar seu (conjunto de aeronaves).
e) Formou-se um grupo de (médicos experientes) para estudar o caso.


FLEXÕES

FLEXÕES DE GÊNERO
Os substantivos em português podem pertencer ao gênero masculino ou ao gênero feminino. São masculinos os substantivos a que se pode antepor o artigo o:
           
o homem      o gato             o dia
            o menino      o mar             o pó

São femininos os substantivos a que se pode antepor o artigo a:

            a mulher       a gata        a semana
            a menina      a terra             a mesa

O uso das palavras masculino e feminino costuma provocar confusão entre a categoria gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos. Para evitar essa confusão, observe que definimos gênero como um fato ligado à concordância das palavras em seu relacionamento lingüístico: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concordância que estabelece com o artigo o, e não porque se possa pensar num possível comportamento sexual das partículas de poeira. Só faz sentido relacionar o gênero ao sexo quando se trata de palavras que designam pessoas e animais, como, por exemplo, os pares professor/professora ou gato/gata. Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há palavras que, mesmo pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres do sexo masculino ou feminino. E o caso de criança, palavra do gênero feminino que pode designar seres dos dois sexos.


FORMAÇÃO DO FEMININO

Substantivos biformes

Os substantivos que designam seres humanos ou animais podem apresentar uma forma para o masculino e outra para o feminino; são, por isso, considerados substantivos biformes.

Essas duas formas podem apresentar um mesmo radical ou radicais diferentes; no primeiro caso, a formação do feminino está ligada principalmente à terminação da forma masculina:

A maior parte dos substantivos terminados em -o átono forma o feminino pela substituição desse -o por -a:

menino/menina
gato/gata      
pombo/pomba



A maior parte dos substantivos terminados em consoante forma o feminino pelo acréscimo da desinência -a:

freguês/freguesa
camponês/camponesa
terminação em consoante
remador/remadora
professor/professora
deus/deusa 
juiz/juíza


Destaquem-se os pares ator/atriz, czar/czarina e imperador/imperatriz; para embaixador, existem as formas embaixatriz (esposa do embaixador) e embaixadora (mulher que ocupa o cargo).

A maior parte dos substantivos terminados em -ao forma o feminino pela substituição de -ão por - ou -oa:

cidadão/cidadã
órfão/órfã
terminação -ão
anfitrião/anfitriã
leão/leoa
patrão/patroa
leitão/leitoa


Nos aumentativos, a substituição é por -ona:

sabichão/sabichona          
valentão/valentona

Destaquem-se os pares sultão/sultana; cão/cadela; ladrão/ladra; perdigão/perdiz; barão/baronesa.

Alguns substantivos ligados a títulos de nobreza, ocupações ou dignidades formam femininos em -esa, -essa, -isa:

abade/abadessa
conde/condessa
visconde/viscondessa
cônsul/consulesa
duque/duquesa
barão/baronesa
poeta/poetisa
profeta/profetisa
sacerdote/sacerdotisa


Alguns substantivos terminados em -e formam o feminino Com a substituição
desse -e por -a:

terminação -e

mestre/mestra         
elefante/elefanta    
infante/infanta
monge/monja         
parente/parenta


Alguns substantivos apresentam formações irregulares para o feminino:

feminino irregular

avô/avó         
silfo/sílfide   
réu/ré
heróí/heroína          
re/rainha      
marajá/marani

Entre os substantivos biformes cujas formas masculinas e femininas apresentam radicais diferentes, merecem destaque os seguintes pares:

relativos a seres humanos:

radicais diferentes para as formas masculinas e femininas

cavaleiro/amazona
frei/sóror ou soror   
padrasto/madrasta
cavalheiro/dama    
genro/nora   
padrinho/madrinha
compadre/comadre
homem/mulher      
pai/mãe
frade/freira   
marido/mulher        

e relativos a animais:

boi, touro/vaca        
carneiro/ovelha      
zangão ou zângão/abelha
bode/cabra   
cavalo/égua

Substantivos comuns-de-dois ou comuns de dois gêneros

Há substantivos que apresentam uma única forma para os dois gêneros; são, por isso, chamados de uniformes. Nesses casos, a distinção entre a forma masculina e a feminina é feita pela concordância com um artigo ou outro determinante: o agente/a agente; aquele jornalista/aquela jornalista. Esses substantivos são tradicionalmente conhecidos como comuns-de-dois ou comuns de dois gêneros.

Eis alguns exemplos:

o/a agente    
o/a dentista  
o/a intérprete
o/a artista     
o/a estudante          
o/a jornalista
o/a camarada          
o/a gerente  
o/a mártir
o/a colega    
o/a imigrante           
o/a pianista
o/a cliente    
o/a indigena
o/a suicida


Substantivos sobrecomuns e epicenos
Há ainda substantivos que designam seres humanos, animais ou vegetais e que são sempre do mesmo gênero, quer se refiram a seres do sexo masculino, quer se refiram a seres do sexo feminino. Os substantivos de um único gênero que se referem a seres humanos são tradicionalmente conhecidos como sobrecomuns.

Eis alguns exemplos:

            o cônjuge      a testemunha          o indivíduo
            a criança       a criatura                   a vítima

Os substantivos de um único gênero que designam animais e algumas plantas são tradicionalmente conhecidos como epicenos. Eis alguns exemplos:

            a águia          a cobra          o jacaré
            a baleia         o besouro      a palmeira
            a borboleta    o crocodilo    o mamoeiro

O gênero dos substantivos sobrecomuns e epicenos é sempre o mesmo; o que pode variar é o sexo do ser a que se referem. Quando se quer especificar esse sexo, constroem-se expressões como "criança do sexo masculino"; "um mamoeiro macho", "um mamoeiro fêmea"; "um macho de jacaré", "uma fêmea de jacaré". As palavras macho e fêmea podem concordar em gênero com o substantivo a que se referem: "onça macho" ou "onça macha", "tigre fêmea" ou tigre fêmeo".

Substantivos de gênero vacilante

Há muitos substantivos cujo emprego, mesmo na língua culta, apresenta oscilação de gênero. Em alguns casos, pode-se recomendar a adoção de um dos dois gêneros; em outros, consideram-se aceitáveis ambos os usos.

Apresentamos a seguir os principais casos:

gênero masculino:

o aneurisma              o clã               o eczema     o matiz
o apêndice                 o dó               o guaraná     o plasma
o champanha          o eclipse        o magma       o tracoma

gênero feminino

a agravante      a couve     a comichão   a entorse
a aguardente           a couve-flor    a derme       a gênese
a alface         a cal   a dinamite                 a omoplata
a bacanal      a cataplasma           a ênfase        a sentinela



usados em ambos os gêneros

o/a aluvião    o/a caudal     o/a personagem      o/a tapa
o/a amálgama          o/a sabiá       o/a suéter      o/a usucapião

Gênero e mudança de significado

Há substantivos cuja mudança de gênero acarreta mudança de significado. Observe a seguir os principais casos:

o cabeça: chefe, líder
a cabeça: parte do corpo ou de um objeto, pessoa muito inteligente
o capital: conjunto de bens
a capital: cidade onde se localiza a sede do Poder Executivo
o crisma: óleo usado num dos sacramentos religiosos
a crisma: cerimônia religiosa
o cura: sacerdote
a cura: ato ou efeito de curar
o língua: intérprete
a língua: músculo do aparelho digestivo; idioma
o moral: ânimo, brio
a moral: conjunto de valores e regras de comportamento


Em alguns casos, o que ocorre não é flexão de gênero, e sim homonímia: trata-se de palavras iguais na forma, mas de origem, gênero e significado diferentes. As principais são:

o cisma: separação, dissidência
a cisma: preocupação, suspeita
o grama unidade de massa
a grama relva, planta rasteira
o lente: professor
a lente: instrumento óptico


ATIVIDADES DE FIXAÇÃO

1. complete as frases de acordo com o modelo proposto.
A polícia buscava um (homem) e acabou encontrando (uma mulher).

a) Queria um compadre e acabou encontrando ()
b) Queriam contratar um cavaleiro e acabaram contratando ()
c) Não gostava do genro, mas adorava () 
d) Não só não caçou marajás, como acabou criando ()
e) Esperavam absolver o réu e acabaram condenando ().
f) Aguardava carta de um parente e acabou recebendo a de ().
g) Não aceitaram o novo cônsul; faziam questão de que fosse ()


2. Complete as frases abaixo de acordo com o modelo proposto.

Ele não consegue distinguir Um (gato) de uma (gata).

a) Ele não consegue distinguir um boi de ().
b) Ele não sabe distinguir um carneiro de (). 
c) Ele não pode distinguir um bode de ().
d) Ele não é capaz de distinguir um cão de () .
e) Ele não tem capacidade para distinguir um elefante de  () .
f) Ele é incapaz de distinguir um leitão de ().
g) Ele não distingue um pavão de ().
h) Ele não saberia distinguir um perdigão de ()

3.  Complete as lacunas das frases abaixo de forma a estabelecer a concordância de gênero.

a) Senti muit() dó quando vi () couves e ()  alfaces que o granizo destruíra.

b) Abriu ()  champanha que comprara na véspera. Depois, proferiu um discurso em que cada palavra era dita com muit() ênfase. Todos os membros d() clã o aplaudiram.

c) Sua saúde era muito problemática: superad()  ()  eczema, surgiu-lhe ()  tracoma. Depois, sofreu () entorse, quebrou ()  omoplata, extraiu ()  apêndice. Morreu quando lhe estourou () aneurisma.

d) Foi condenado com () agravante: vendeu aguardente falsificad() anos a fio.











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Quadro com os termos da oração


Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
O quadro abaixo mostra os conteúdos de análise sintática que se referem ao estudo da oração. Você pode consultá-lo sempre que aprender um novo conteúdo. Pode também usá-lo como um resumo para seus estudos.

Os termos destacados nesse quadro fazem parte da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). O que isso significa? A NGB é uma espécie de resumo dos conteúdos gramaticais referentes ao português falado no Brasil e funciona como um guia para o ensino da nossa língua.


simples
composto
indeterminado
oculto
oração sem sujeito
Predicado
do sujeito
do objeto
Verbo
2) Termos integrantes da oração
Complemento verbal
3) Termos acessórios da oração